Saudações, felinos cósmicos!

O que você faria se seu celular fosse hackeado hoje?

Temos tantos meios de guardar nossas informações, nossas mensagens são criptografadas, as pastas seguras estão ai para nos salvar dos curiosos, mas... e se alguém conseguisse vazar todos os seus segredos?

Parece assustador, não é?

Essa é a premissa da nova série mexicana que estrou na Netflix há alguns dias.

Apesar de parecer uma série feita para endeusar a personagem principal, tornando-se até um pouco repetitiva as vezes, esse endeusamento é justificável conforme novas revelações vão acontecendo.

Não sei o que me prendeu de fato nos episódios, talvez a vibe de caça “gato e rato”, ou quem sabe a ânsia de descobrir antes dos personagens quem era o culpado de vazar tantas informações, mas o fato é, em um dia de ócio, consegui maratonar a série toda e ficar com uma sensação de “por favor, que venha a segunda temporada. Vale lembrar que o fato de ter menos de 40 minutos e somente 8 episódios ajuda bastante nessa maratona.

Control Z é uma típica história adolescente que de alguma forma se destaca quando você começa a se aventurar na vida dos personagens e descobre que cada um possui um segredo sujo que faria de tudo para guardar – inclusive colocar o segredo do amiguinho na roda.

Toda a trama é centralizada no Colégio Nacional, um colégio como qualquer outro, desde os cometedores de bullying que, com certeza, todo mundo já conheceu em algum momento na vida, aos assediados que sofrem calado e são defendidos por uma figura mais forte (quando ela aparece).

Mas o foco principal dessa história é Sofia, uma garota um tanto quanto “antissocial” que tem a incrível capacidade de descobrir as coisas apenas fazendo junções de detalhes. Em alguns momentos dos episódios, o diretor tenta nos passar que isso é um super poder da protagonista com efeitos (que eu achei bem irritante), no entanto, tudo o que ela faz é observar e notar detalhes que muitas pessoas – assim como eu – deixariam passar despercebido e concluir as coisas em uma velocidade recorde.

Se fosse para resumir a série em apenas uma frase, esta seria: cuidado com as redes de wifi que você usa.

A obra de Carlos Quintanilla faz questão de nos  mostrar que ninguém está seguro e que no século XXI fazer fofoca ficou um pouco mais fácil do que nós imaginamos. Afinal, para que escutar a conversa alheia quando um pequeno dispositivo de 64 GB pode contar tudo o que as pessoas querem saber?

Alguns personagens, no entanto, não são tão cativantes ou dignos da nossa pena. Alguns até causam certa comoção ou oferecem uma evolução, porém, em muitos momentos você pega tanta raiva que passa a torcer para que algo ruim aconteça com eles.

Ao meu ver, esta não é uma coisa ruim, pelo contrário, isso nos mostra um envolvimento maior do que o esperado. Afinal, odiar e amar personagens a tal ponto é sinal de que você está tão imerso na trama que não separa suas emoções das de quem está dentro da telinha, não é?

Apesar de ser uma série com uma temática bem adolescente, a classificação indicativa é de 18 anos, devido a cenas de nudez e de violência – eu acho. Mas devo dizer que se você está em busca de algo para passar o tempo, mas não espera uma obra de arte inovadora no mundo das séries da netflix, eu diria que essa série é quatro de cinco estrelas, e vale a pena uma tentativa.

Ficou em dúvida? Tem coisa melhor do que o trailer de algo pra te ajudar a decidir se vai ou não assistir? Dá uma olhada: