Os filmes de Brucutus estão aí desde sempre. Filmes sobre um homem, ou um grupo de homens, que vão bater, atirar, explodir, quebrar, machucar, atropelar e falar frases de efeito durante uma hora e meia mais ou menos. O gênero Brucutu engloba outros subgêneros, por exemplo, Faroeste, Amigos Tiras, Pancadaria, guerra, ficção científica, filmes de lutadores de wwe, entre outros.

O fato é que os filmes de Brucutus tem que evoluir e se reinventar constantemente. Resgate, filme da Netflix com Chris Hemsworth, é o mais novo exemplo da evolução Brucutuística, que são filmes de ação dirigidos por dublês. Nesse mesmo balaio, podemos incluir a série de filmes John Wick, também dirigido por ex-dublês, a característica desses filmes é ação frenética filmada de perto, com pouca edição e cenas que emulam grandes planos sequência.

O roteiro de Resgate foi escrito por Joe Russo (Vingadores: Ultimato) e dirigido pelo estreante Sam Hargrave, que é coordenador de dublês dos filmes da Marvel. No filme Chris Hemsworth, é Tyler Rake, o típico brucutu mercenário, ex-militar, que provavelmente come boinas verdes no café da manhã. Como todo brucutu que se preze Rake perdeu tudo e segue uma vida tiroteios e guerra.

Apesar dos clichês (que nós adoramos), o roteiro do filme é bem coeso, Tyler é contratado para resgatar o filho de um criminoso, que sequestrado por um chefão do crime organizado da Índia. Obviamente o brucutu se afeiçoa ao menino e faz o possível para concluir o Resgate (isso aí, o nome do filme), as cenas entre os dois, vão criando um vinculo, que por sua vez motiva o protagonista a espancar e atirar nos capangas. E por falar nisso, o filme tem algumas cenas de ação impressionantes, muito preocupadas em passar algum realismo no meio da pancadaria, das perseguições e explosões.

Para finalizar o filme é uma ótima estreia de Hargrave na direção e é com certeza uma indicação do Balaio Cósmico para quem gosta de filmes de Brucutu.